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		<title>RIBEIRINHOS ENFRENTAM DIFICULDADES COM A SECA DO RIO TARAUACÁ</title>
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			<title>RIBEIRINHOS ENFRENTAM DIFICULDADES COM A SECA DO RIO TARAUACÁ</title>
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			<pubDate>Fri, 16 Dec 2022 17:45:00 +0300</pubDate>
			<author>Hellen Lirtêz</author>
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			<description>O nível do rio está abaixo do esperado para o período e compromete a navegação e o escoamento da produção local.</description>
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<![CDATA[<header><h1>RIBEIRINHOS ENFRENTAM DIFICULDADES COM A SECA DO RIO TARAUACÁ</h1></header><figure><img src="https://static.tildacdn.com/tild6462-3933-4439-b031-373736386663/653cb076-4cd2-4324-9.jpg"/></figure><br /><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;">Moradores do município de Jordão, no interior do Acre, e da Reserva Extrativista do Alto Tarauacá têm vivenciado os impactos das mudanças climáticas em suas próprias comunidades, por exemplo, com a seca do Rio Tarauacá. É incomum que nos meses de novembro e dezembro ele esteja abaixo do nível esperado, já que este é o período em que se intensificam as chuvas do inverno amazônico. O esperado neste momento era que o rio apresentasse maior volume de água, após longos meses de verão.</span></p><br /><figure data-alt="" data-src="https://static.tildacdn.com/tild6366-3639-4632-a631-386335656464/WhatsApp_Image_2022-.jpeg" data-caption="Fotos: SOS Amazônia , mês de  Novembro e Dezembro de 2022." contenteditable="false"><img src="https://static.tildacdn.com/tild6366-3639-4632-a631-386335656464/WhatsApp_Image_2022-.jpeg" alt="" /><figcaption>Fotos: SOS Amazônia , mês de  Novembro e Dezembro de 2022.</figcaption></figure><br /><br /><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;">Mais da metade da população urbana de Jordão se locomove por meio de barcos e quem mora na reserva extrativista depende exclusivamente deste meio de transporte, como explica Abel Paulino Kaxinawá, de 41 anos. Sua locomoção pelo rio tem sido difícil e&nbsp; arriscada devido ao excesso de balseiros (balsa grande) no caminho, que provocam encalhamentos e prejudicam o fluxo de embarcações. “Nós temos que arrastar o barco pra chegar onde queremos”, conta Abel.&nbsp;</span></p><br /><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;">As condições adversas do trajeto obrigam barqueiros a descerem e empurrarem seus barcos até que eles saiam do lugar. Segundo Abel, nos últimos anos, o processo de mudanças climáticas impactou diretamente as condições atuais em que o rio se encontra, deixando inúmeras famílias com dificuldade de locomoção à espera da cheia do rio. “Não temos BR, esse é o jeito que nós temos de nos locomover", lamenta.</span></p><br /><figure data-alt="" data-src="https://static.tildacdn.com/tild6136-6563-4936-b161-656135633265/WhatsApp_Image_2022-.jpeg" data-caption="Fotos: SOS Amazônia , mês de  Novembro e Dezembro de 2022." contenteditable="false"><img src="https://static.tildacdn.com/tild6136-6563-4936-b161-656135633265/WhatsApp_Image_2022-.jpeg" alt="" /><figcaption>Fotos: SOS Amazônia , mês de  Novembro e Dezembro de 2022.</figcaption></figure><br /><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;">Maria Luzia é moradora da Comunidade Jaminawa, na Resex Alto Tarauacá, e junto de sua família também tem observado as mudanças fluviais. “Eu tenho 35 anos e de três anos pra cá notei que o rio está cada vez mais seco”. Na visão da extrativista, é muito difícil transportar alimentos e os ribeirinhos não conseguem escoar sua produção agrícola, o que causa prejuízos à comunidade e aumenta o gasto com gasolina durante a navegação.&nbsp;</span></p><br /><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;">A bióloga Gabriela Souza, da SOS Amazônia, explica que as mudanças climáticas são uma realidade e tendem a agravar seus impactos sobre a população amazônica. “Daqui a alguns anos, as secas se tornarão ainda mais evidentes. Estamos falando de um rio de cabeceira e os rios do Acre são considerados “rios novos”, por isso eles não se desenvolvem tão bem como o Rio Amazonas e o Rio Negro, por exemplo, devido a essas interferências naturais e antrópicas”, avalia.</span></p><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;"></span></p><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;">O biólogo Mateus Brito, também da SOS Amazônia, complementa que, além das mudanças climáticas, outros fatores são determinantes para a seca severa. “Não podemos resumir às mudanças climáticas, pois se trata de um processo sistêmico muito amplo que compreende fatores diversos, tais como o assoreamento do rio”, comenta.</span></p><br /><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;">O desequilíbrio ambiental, evidenciado pela seca do Rio Tarauacá, afeta as relações comerciais e a vida cotidiana de inúmeras famílias ribeirinhas que residem às suas margens e aguardam esperançosamente pela chuva.</span></p><br /><figure data-alt="" data-src="https://static.tildacdn.com/tild3163-3833-4233-a166-633734643333/WhatsApp_Image_2022-.jpeg" data-caption="Fotos: SOS Amazônia , mês de  Novembro e Dezembro de 2022." contenteditable="false"><img src="https://static.tildacdn.com/tild3163-3833-4233-a166-633734643333/WhatsApp_Image_2022-.jpeg" alt="" /><figcaption>Fotos: SOS Amazônia , mês de  Novembro e Dezembro de 2022.</figcaption></figure><p style="text-align: left;"><span style="background-color: transparent;"> </span></p>]]>
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